Um dos best-sellers da literatura nacional nos últimos tempos são estes manuais que ensinam a “ligar o f*d@-se” e parara de se incomodar. Bem ao estilo de Roberto Carlos, nos anos de 1960, “quero que vá tudo pro inferno”, e deixar para lá o que pensam os outros e como agem as demais pessoas.

Bom, gosto é discutível, especialmente o literário. Eu como amante das letras e dos escritos, tenho minhas dúvidas com estes livros mais vendidos. Assim como os discos, na época em que se compravam discos, uma coisa que vende muito, nem sempre traduz a melhor música… Pense nisso!

Voltando ao tema deste nosso artigo, o mundo mudou. Isso é fato, parafraseando Lulu, nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia… E honestamente eu acho que está na hora de desligar o f… e voltar a se importar.

Porquê? Simplesmente pelo fato que outros estão fazendo. Esta nova ordem mundial, construída aos trancos e barrancos na carona da Covid-19 nos impõe uma nova lógica de pensar o trabalho, a economia e a vida. As relações profissionais estão mudando em uma velocidade muito mais rápida do que o avanço da doença sobre o mundo.

Tão devastador quanto à sombra da morte, a restrição às oportunidades nos impõe a condição de nos importarmos com o próximo, com nossos adversários, clientes e parceiros. Estamos em um novo tempo no qual é necessário voltar a se importar e nos aproximar de nossos amigos, parceiros e semelhantes.

Enquanto o desligar o “botão” das quatro letras foi necessário – para alguns, que isto fique bem claro aqui -, agora é tempo de fazer o movimento ao contrário, é tempo de nos aproximar uns dos outros. Necessitamos desta sinergia para tocar a vida, reconstruir nossas parcerias e voltar a crescer, juntos.

Se durante algum tempo pensamos que a vida poderia ser melhor vivida de forma individual, ligando o distanciamento dos demais, a Covid-19 vem como o grande ensinamento desta nova década: sozinhos não somos muita coisa, não chegamos longe, e em certas circunstâncias, não conseguimos sobreviver. Vamos nos aproximar? Vamos nos importar? Acho justo!  

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