Eu acho que a nossa geração – estou falando de quem já passou um pouquinho dos 40 -, é a que mais presenciou a mudança tecnológica do fim do último século e início deste. Nós presenciamos como protagonistas a popularização da tecnologia, que muitos atribuem o êxito ao advento do telefone celular e toda mudança que aquele aparelhinho pode nos proporcionar.

Nós, que somos atores principais desta história, somos também testemunhas de que somos os mesmos. Parafraseando o que Belchior disse: “ainda somos os mesmos, e vivemos como os nossos pais” eu afirmo que a tecnologia muda, a gente não.

Quem trabalha com mídias sociais e conteúdo para elas sabe na ponta do teclado que cada vez mais histórias humanas, emotivas são as que mais comovem. Se estas histórias estão no rádio – o avô do telefone celular -, nas páginas do jornal que aprimoraram uma técnica da Idade Média para imprimir notícias, ou nas telas dos celulares, a diferença é o meio. Fiz esta viagem pelas tecnologias, para ilustrar meu exemplo.

Nada existiria nada disso, se o objetivo não fosse transmitir mensagem, conectar pessoas e transmitir o mais humano que a gente tem: a gente mesmo. E desde que o mundo é mundo e o humano é assim, somos os mesmos.

Aprimoramos nossas técnicas de comunicação de conexão e de construir relações, mas a mensagem é sempre a mesma, humana. Nós somos a mensagem e não podemos nos esquecer disso. O que queremos, o que conseguimos atingir com isso. Como promover o engajamento, pois somos humanos.

Vivemos uma falsa sensação de que agora, neste tempo presente, nos interessamos mais por histórias de pessoas. Não nos enganemos. Pense no que são os grupos de WhatsApp, em sua essência: rodas de conversa e fofoca. Os clubes do Bolinha e da Luluzinha do passado, são os participantes destes grupos.

E pra quê dizer tudo isso? Simples! Para que se entenda que todo e qualquer conteúdo que fizermos, quanto mais simples e mais humano que ele seja, mais fácil será seu sucesso e engajamento com o consumo.

Empresas que entendem como que os seres humanos são colecionam sucesso. Toda a tecnologia material foi pensada por uma peça que é genuinamente humana, intransferível e imutável: o nosso cérebro. Este, meus caros, não muda, ainda nem foi todo desvendados por nós, por isso que a tecnologia muda, a gente não.

Por Marcos Aurélio Delavald
Especialista na comunicação mediada pela plataforma digital.
Imagem: Divulgação

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