Desde que a lâmpada elétrica foi inventada por Thomas Edison, no século 19, o mundo se transformou, e muda na velocidade de um flash – ou, um raio de luz -, usando o exemplo de nosso inventor que dá a largada para este artigo. Tantos outros eventos mudaram o mundo, porém nenhum é maior do que a digitalização dos processos nos negócios. A modernidade imprime celeridade, confiança e precisão, mas também cobra a sua conta.

No mercado de trabalho, quem não acompanha a implantação desta modernidade, fatalmente fica para trás. Profissões clássicas, como a do advogado, por exemplo, passam por uma transformação imensa. Em alguns países, sobretudo, é questionada a necessidade de uma formação específica para a interpretação de leis, uma vez que robôs e avançados sistemas, dotados de inteligência artificial conseguem processar informações, encontrar jurisprudência e calcular uma defesa.

Outro mercado sob o qual a modernidade avança com rapidez é o financeiro. A abertura das fintechs – os bancos virtuais -, que reduzem custos de operação e mostram-se alinhados com o novo consumo, abocanham um espaço que era tradicionalmente dos grandes banqueiros. Tem muita gente que precisa colocar as “barbas de molho”.

Porém, o ditado acima é tão velho, que eu sugiro algo novo. Quiçá o maior desafio do mundo dos negócios, diante da tendência de digitalização de tudo, que é inevitável, as profissões precisam se reinventar. Usar da sensibilidade, da habilidade de negociação e da capacidade de ser humano, que são características humanas materiais, para fazer jus à condição de profissional.

Queridos, eu creio que vivemos o maior paradigma de todos os tempos. Muito mais do que na época de Galileu, que teimou que a Terra era redonda – embora ainda haja quem questione (não podia perder a piada). Experimentamos a tecnologia, vimos como ela é promissora e agora somos massacrados por ela mesma. Algo como em Frankstein, quando a criatura se volta contra o criador… Blade Runner… O cinema tem muitos exemplos que se tornaram quase materiais em nossa vida contemporânea.

A nós, pobres mortais, só sobra a nossa maior característica. Aquela apontada por Charles Darwin como a maior dádiva da humanidade: a capacidade de adaptar-se. Usemos nossa milenar fórmula para evoluir na terra, agora também. Para não ficar de fora, vamos nos reinventar.

Por Marcos Aurélio Delavald
Especialista na comunicação mediada pela plataforma digital.
Imagem: Divulgação

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