Este tema é tão complicado, que mesmo meditando sobre ele algumas horas, acho difícil iniciar um texto. Porém, ele é tão importante que merece todo meu esforço e concentração para coloca-lo em pauta aqui, no nosso espaço.

Uma vez vi um senhor que não estava bem vestido pedir um copo de café, para a moça do cafezinho, na empresa em que eu trabalhava. O sonoro “não” que ele recebeu, sob o pretexto de não ser cliente, muito menos bem-vindo, por estar vestido de forma simples, doeu mais em mim, no que no homem, que na época, era um dos melhores clientes daquela empresa.

Humildemente ele concordou, não disse quem era, e pediu o café de novo, para outra pessoa. Não dá para julgar alguém por sua aparência. Já falamos sobre isso aqui. As pessoas são únicas, valiosas independente do que vestem, das grifes que ostentam ou do que consomem.

Eu sempre aprendi que a gente não pode discriminar ninguém, e cada vez mais isso é necessário na vida pessoal e profissional. Na academia, estudiosos das relações humanas revelam que a invisibilidade social – fenômeno apontado para qualificar os profissionais que atuam em carreiras diferentes, em profissões com menor destaque, como a dos garis, por exemplo,  anulam o profissional, o ser por trás daquela farda suja, e isso é péssimo.

O respeito, que é a chave das relações interpessoais e profissionais, sempre precisa ser o principal neste processo. Seja quem limpa o chão, quem faz o cafezinho, ou quem paga o seu salário. Você pode ser o profissional mais qualificado e reconhecido, contudo, se não for humano, e por conseguinte, respeitador, de nada vale seus títulos e privilégios. Pese sobre isto.

Por Marcos Aurélio Delavald,
Especialista na comunicação mediada pela plataforma digital.
Imagem: Divulgação

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