A Lei Geral de Proteção de Dados, aprovada sob forte pressão do Congresso e da sociedade civil será o grande desafio ao mundo digital. Paradoxalmente, enquanto ela vai ao encontro do consumidor, que tem os seus dados como renda, endereço e interesses de compra, transformados em moeda de troca. Fazendo com que o uso de dados pessoais se torne um pesadelo à automação e aos sistemas digitais alimentados por estas informações.

Informação é poder. Informação de capacidade e interesse de compra é o suprassumo do poder. É a capacidade onipresente de poder direcionar produtos e serviços, a partir do que determinado consumidor tem interesse, baseado nos seus gostos e comportamento eletrônico.

A segurança digital não é tema novo. Nos batidos anos de 1980, enquanto a computação ainda gatinhava, a Europa – na vanguarda do desenvolvimento -, já apontava esta necessidade. Durante muito tempo, dados e informações pessoais foram trocadas, negociadas e serviram de leads para negócios digitais.

O que acontece agora? Bom… Todas as empresas que atuam na área da tecnologia da informação, com uso de dados para automação de sistemas de venda precisarão se reinventar. A própria sociedade terá que debater a aplicação, punição e formas de fiscalização no uso de dados pessoais e os meios de vigiar este serviço.

Fato é que a lei já está em vigor. O consumidor sabe dos seus direitos e quem ainda não atentou para isto, será informado. Agosto de 2020 é o prazo para o início da fiscalização e aplicação das penalidades sobre o uso de dados pessoais. Coloque seu time para pensar soluções e se reinvente, enquanto há tempo.

até a próxima semana 

Por Marcos Aurélio Delavald,
Especialista na comunicação mediada pela plataforma digital.

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