Um grande evento sobre transformações e inovação no mundo destacou, no início do mês passado, no Texas, que as relações permeadas pelas máquinas devem caminhar rumo ao humanismo. O South & Southwest (SXSW), a “Tachlash” foi a palavra de ordem, permeado os principais debates em torno a tecnologia e o modo de vida contemporâneo. 

Mas, primeiro, vamos apresentar o tema. 

O termo foi usado a primeira vez no ano passado, pela publicação norte-americana “The Economist”, para descrever uma reação negativa que a onipotência das gigantes de tecnologia, como Google e Facebook, estão começando a gerar entre as pessoas. Uso de dados pessoais para interesses eleitorais e assim segue, estão entre os principais escândalos provocados por este fenômeno digital.

É o tipo da coisa: se descobre uma baita invenção, que pode ajudar muito a humanidade e algum esperto vai lá, vira a chave ganha dinheiro e usa para o mal. A humanidade é sempre a mesma, não sei o que deu errado.

Fato é que se as gigantes estão de olho em uma desvinculação desta função nefasta de vender dados e usá-los para outros fins, haverá sobretudo, a partir deste ano um novo movimento de mercado. As gigantes se arrependeram de desenvolver esta tecnologia, e agora começam a pregar o humanismo, a volta das relações homem – máquina – maquina – homem, sem os robôs que ficam importunando o tempo todo.

O movimento que se vê, a partir de 2019, é algo semelhante ao início das interações em redes sociais, lá no começo desta década. Uma necessidade muito grande de interação, permeada sim pela máquina, mas com humanos dos dois lados. Com segurança digital, de dados, e menos importunação. Vamos seguir atentos.

até a próxima semana 

Por Marcos Aurélio Delavald,
Especialista na comunicação mediada pela plataforma digital.

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