O mundo se encaminha para uma realidade cada vez mais próxima de nós, chamada de Transumanismo, representada pelo símbolo H+

Quem tem um pouco mais de 40 anos, certamente se lembra, nos tempos de criança, que a antiga TV Difusora (hoje Band RS) exibia dois seriados fantásticos: A mulher biônica e o homem de seis bilhões de dólares.

Lembrou?

Bom, aos mais jovens, quem nunca quis ser o Robocop, pelo menos uma vez na vida?

Estas histórias de ficção anteciparam uma realidade cada vez mais próxima de nós, chamada de Transumanismo, representada pelo símbolo H+.

H+ porque vai além do homem, amplia suas capacidades, e há quem defenda ferozmente isto, encaminha-se para a imortalidade.

A tecnologia que ora corre por nossas placas de circuito de nossos computadores e telefones celulares poderá ser parte integrante da nossa vida. O mundo inteiro se dedica a pesquisar e aprimorar isto.

Eu tenho um amigo neurocirurgião, o Marcos Frank que defende um avanço significativo desta tecnologia no futuro próximo. Frank acredita que nos próximos 50 anos, a humanidade está muito mais avançada nesta tecnologia que hoje já permite o implante de próteses, exoesqueletos e estimuladores cerebrais. A interface entre a medicina e as máquinas, segundo ele, já é uma realidade.

No mundo todo, cientistas e pensadores defendem a aplicação destes recursos na potencialização das fraquezas humanas. A junção da biotecnologia, nanotecnologia e da neurotecnologia poderão tornar reais os eventos da ficção dos anos de 1970 e 1980. No entanto, existe uma discussão muito grande, a cerca do uso destes recursos na vida humana. Fala-se na terceira onda da evolução humana, por meio do uso da tecnologia associada à vida.

Já foi dito: “esta tecnologia só será usada para fins pacíficos” e o Japão amanheceu devastado, anos depois, vítima das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki. Não criemos um meio de evolução que será capaz de nos destruir, ou tornar insustentável a vida na terra.

Poderá o transumanismo nos aproximar da vida eterna, ou da vida sem dor e sem doenças, ou poderá empurrar-nos para o abismo da extinção?

Só nós poderemos responder estas questões, pautados pela ética e pela razão, tão raras nos dias que se seguem.

Por Marcos Aurélio Delavald,
Especialista na comunicação mediada pela plataforma digital.

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